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<channel><title><![CDATA[&nbsp;ReinaldoFerreira.com - Blog]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog]]></link><description><![CDATA[Blog]]></description><pubDate>Tue, 25 Jun 2024 18:08:41 -0700</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Demasiado grande para falhar]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/demasiado-grande-para-falhar]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/demasiado-grande-para-falhar#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Feb 2017 20:42:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/demasiado-grande-para-falhar</guid><description><![CDATA[       Estou farto de grandes! Sempre que algu&eacute;m enche a boca de vaidade e me fala de &ldquo;uma grande empresa&rdquo;, &ldquo;um grande clube&rdquo; ou mesmo do &ldquo;grande Estado&rdquo;, a minha boca enche-se de v&oacute;mito. Desde quando tamanho &eacute; apenas uma qualidade?Bom, pode argumentar-se que o povo diz &ldquo;demasiado grande para falhar&rdquo;. O mesmo povo que diz &ldquo;quem n&atilde;o arrisca n&atilde;o petisca&rdquo; e &ldquo;mais vale um p&aacute;ssaro na m&atilde;o [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://pt.wikipedia.org/wiki/RMS_Titanic' target='_blank'> <img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/published/titanic-cobh-harbour-1912.jpeg?1485982434" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Estou farto de grandes! Sempre que algu&eacute;m enche a boca de vaidade e me fala de &ldquo;uma grande empresa&rdquo;, &ldquo;um grande clube&rdquo; ou mesmo do &ldquo;grande Estado&rdquo;, a minha boca enche-se de v&oacute;mito. Desde quando tamanho &eacute; apenas uma qualidade?<br />Bom, pode argumentar-se que o povo diz &ldquo;demasiado grande para falhar&rdquo;. O mesmo povo que diz &ldquo;quem n&atilde;o arrisca n&atilde;o petisca&rdquo; e &ldquo;mais vale um p&aacute;ssaro na m&atilde;o que dois a voar&rdquo;. Por isso, n&atilde;o confio cegamente na voz popular. Se o fiz&eacute;ssemos todos, ainda viv&iacute;amos na idade da Terra plana.<br />Falemos ent&atilde;o de teoria. A <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Too_big_to_fail" target="_blank">teoria do &ldquo;demasiado grande para falhar&rdquo;</a> assenta no pressuposto que o dano de uma falha seja de tal forma enorme que a falha seja inaceit&aacute;vel.<br />Todos vimos ao que nos levou <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Financial_crisis_of_2007%E2%80%932008" target="_blank">a falha do sistema financeiro global</a>, que continuaremos a pagar por muitos anos que h&atilde;o-de vir. Se tudo isso fosse <a href="http://www.imdb.com/title/tt1742683/" target="_blank">um filme</a>, ent&atilde;o o t&iacute;tulo seria apropriado. Mas n&atilde;o, na realidade, o t&iacute;tulo mais correcto para a teoria deveria ser &ldquo;quando poucos falham, muitos pagam&rdquo;.<br />Na Matem&aacute;tica, todos os n&uacute;meros s&atilde;o tratados da mesma forma e um sinal negativo faz com que o enorme se torne min&uacute;sculo. J&aacute; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A9rcia" target="_blank">na F&iacute;sica grandeza implica lentid&atilde;o</a>. Demasiado grande torna-se ent&atilde;o sin&oacute;nimo de demasiado lento, demasiado arriscado ou mesmo demasiado in&uacute;til.<br />Estamos fartos do demasiado grande. Estamos fartos de ser min&uacute;sculos perante a aparente superpot&ecirc;ncia dos grandes. Mas podemos fazer alguma coisa?<br />Podemos trocar uma grande empresa por uma empresa menor.<br />Podemos telefonar, ainda que seja para o &ldquo;call center&rdquo; que come&ccedil;a por nos informar que a chamada vai ser gravada por motivos de qualidade. Adoro quando telefono e a primeira coisa que fazem &eacute; dizer-me que me v&atilde;o gravar. Adora&ccedil;&atilde;o s&oacute; superada pela mensagem no telem&oacute;vel que diz que o cliente para o qual estou a ligar agora pertence a outra empresa.<br />Podemos pedir que n&atilde;o nos perguntem sempre o nosso n&uacute;mero, temos um nome para alguma coisa. Podemos pedir que nos tratem como indiv&iacute;duos e n&atilde;o como parte de um estere&oacute;tipo. Podemos perguntar e esperamos que nos expliquem mais do que o habitual &ldquo;&eacute; o sistema&rdquo;. Podemos lembrar que ainda somos n&oacute;s que pagamos, mesmo quando at&eacute; n&atilde;o o fizemos porque estamos a ser absolutamente escravizados pelo fornecedor. Podemos pedir que comecem a carta com um &ldquo;queira desculpar se j&aacute; procedeu ao pagamento&rdquo; em vez de come&ccedil;ar pelo &ldquo;a quantia abaixo encontra-se por pagar&rdquo;.<br />Podemos pedir o que nos prometeram antes que nos pe&ccedil;am o que prometemos de volta.<br />Digo podemos porque acredito que no nosso cantinho <a href="https://www.publico.pt/2000/12/05/economia/noticia/uniao-europeia-poe-fim-ao-ultimo-monopolio-das-telecomunicacoes-2590" target="_blank">os monop&oacute;lios j&aacute; acabaram</a>. Sei que estou a ser optimista, que <a href="https://www.publico.pt/2015/12/31/economia/noticia/concorrencia-multa-associacao-nacional-de-farmacias-em-dez-milhoes-de-euros-1718795" target="_blank">isso n&atilde;o &eacute; verdade</a>.&nbsp;Alguns monop&oacute;lios perpetuam-se para que <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/quanto_ganham_os_ceo_do_psi_20" target="_blank">os mesmos possam usufruir das suas mordomias</a>.&nbsp;Eles <a href="http://expresso.sapo.pt/economia/portagens-nas-scut-sao-ilegais=f708651" target="_blank">ainda n&atilde;o sabem</a>.&nbsp;Mas eu sei que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Roupa_Nova_do_Rei" target="_blank">o fim se aproxima</a>.<br />Demasiado grande para falhar? Esperem por mim. Esperem por n&oacute;s!&nbsp;<br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por favor, VÃO aos Passadiços do Paiva]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/por-favor-nao-vao-aos-passadicos-do-paiva]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/por-favor-nao-vao-aos-passadicos-do-paiva#comments]]></comments><pubDate>Sun, 23 Aug 2015 17:05:34 GMT</pubDate><category><![CDATA[sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/por-favor-nao-vao-aos-passadicos-do-paiva</guid><description><![CDATA[ Nota pr&eacute;via: (actualiza&ccedil;&atilde;o de 31 de Janeiro de 2017)a vers&atilde;o original publicada na &iacute;ntegra abaixo, incluindo o t&iacute;tulo original &ldquo;Por favor, N&Atilde;O V&Atilde;O aos Passadi&ccedil;os do Paiva&rdquo;, foi um exerc&iacute;cio de ironia que parte dos que se sentiram visados n&atilde;o entendeu. Em resumo e sem ironia:- um parque natural n&atilde;o &eacute; uma feira- o sucesso n&atilde;o est&aacute; necessariamente ligado &agrave; quantidade- nem tod [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:309px;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/7745858.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:justify;display:block;"><em><strong>Nota pr&eacute;via:</strong> (actualiza&ccedil;&atilde;o de 31 de Janeiro de 2017)<br />a vers&atilde;o original publicada na &iacute;ntegra abaixo, incluindo o t&iacute;tulo original &ldquo;Por favor, N&Atilde;O V&Atilde;O aos Passadi&ccedil;os do Paiva&rdquo;, foi um exerc&iacute;cio de ironia que parte dos que se sentiram visados n&atilde;o entendeu. Em resumo e sem ironia:<br />- um parque natural n&atilde;o &eacute; uma feira<br />- o sucesso n&atilde;o est&aacute; necessariamente ligado &agrave; quantidade<br />- nem todos t&ecirc;m o direito de ir onde quiserem, quando quiserem, como quiserem: a liberdade de uns termina quando come&ccedil;a a dos restantes<br />Entretanto, correc&ccedil;&otilde;es foram introduzidas aos Passadi&ccedil;os. Bem como obras para recuperar os danos de dois inc&ecirc;ndios. Por isso, n&atilde;o s&oacute; &eacute; &oacute;bvio que vale a pena l&aacute; ir como &eacute; &oacute;bvio que temos muito que fazer para manter ainda mais o patrim&oacute;nio natural.<br />Que o bet&atilde;o, o pl&aacute;stico e os foguetes, esses h&aacute; sempre quem financie.<br /></em><br />Se voc&ecirc; &eacute; um perfeito idiota, este texto n&atilde;o &eacute; para si. Nesse caso, fique-se pelo t&iacute;tulo e siga o meu conselho, n&atilde;o vale a pena ir aos Passadi&ccedil;os do Paiva. Se por caso for, n&atilde;o se esque&ccedil;a de publicar as suas fotos com o hashtag #passadicosdopaiva<br /><br />Pe&ccedil;o desculpa se escrevo este texto ainda na ressaca de ter regressado de uma visita aos Passadi&ccedil;os do Paiva promovida pelos fant&aacute;sticos t&eacute;cnicos do <a href="http://www.geoparquearouca.com/" target="_blank">Arouca Geo Park</a>. Mas a urg&ecirc;ncia do tema justifica os termos com que o apresento e a necessidade de o ler na totalidade.<br /><br /><strong>Um colossal erro de Marketing</strong><br /><br />Come&ccedil;o por dizer que &eacute; um dos mais colossais erros de Marketing dos &uacute;ltimos tempos. E tenho muita pena de o dizer mas a <a href="http://www.cm-arouca.pt/portal/index.php" target="_blank">C&acirc;mara Municipal de Arouca</a> &eacute; respons&aacute;vel pelo erro e por todas as suas consequ&ecirc;ncias. Imaginem que o que se pretendia seria lan&ccedil;ar um novo produto, mas que ap&oacute;s o lan&ccedil;amento o produto esgota e a capacidade de o entregar aos interessados &eacute; milhares de vezes inferior. Imaginem que se pretendia organizar um jogo de futebol e se permitia a venda de dez vezes mais bilhetes que a capacidade do est&aacute;dio. O preju&iacute;zo desse desastre seria da responsabilidade de quem? N&atilde;o h&aacute; desculpa! Se o sucesso do produto &eacute; muito maior que o previsto, o erro &eacute; t&atilde;o grave quanto se tivesse acontecido o inverso.<br /><br /><strong>Mas afinal o que s&atilde;o os Passadi&ccedil;os do Paiva?</strong><br /><br />Bom, verdade seja dita, lendo o <a href="http://www.passadicosdopaiva.pt/" target="_blank">site</a> da atra&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica (<a href="https://www.google.pt/?gfe_rd=cr&amp;ei=f87ZVcjUEozu8wfIwJmgCw#newwindow=1&amp;q=passadi%C3%A7o+do+paiva&amp;rflfq=1&amp;tbm=lcl&amp;rlfi=hd:;si:11366545480180671851&amp;rlha=0" target="_blank">o local &eacute; assim classificado no Google</a> e parece-me correto), tudo parece claro: &ldquo;Bem vindo ao para&iacute;so natural, Arouca, Portugal!&rdquo;, &ldquo;Parta &agrave; descoberta, a natureza espera por si&rdquo; e &ldquo;Preparado? A aventura come&ccedil;a aqui!&rdquo; parecem ser suficientemente claros para o potencial visitante. Mas vou ser um pouco mais exaustivo e partilhar a descri&ccedil;&atilde;o completa: &ldquo;S&atilde;o 8 km que proporcionam um passeio intocado, rodeado de paisagens de beleza &iacute;mpar, num aut&ecirc;ntico santu&aacute;rio natural, junto a descidas de &aacute;guas bravas, cristais de quartzo e esp&eacute;cies em extin&ccedil;&atilde;o na Europa. O percurso estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia que ficar&aacute;, com certeza, no cora&ccedil;&atilde;o, na alma e na mente de qualquer apaixonado pela natureza.&rdquo; Penso que est&aacute; tudo dito.<br /><br />Mas depois <a href="https://www.facebook.com/passadicosdopaiva.pt" target="_blank">chega o Facebook e descamba</a>!<br /><br /><strong>Que merda &eacute; essa de natureza?</strong><br /><br />A natureza &eacute; o que o sustenta, seu animal. Voc&ecirc; &eacute; um animal, a maior parte das vezes racional, a esp&eacute;cie dominante no planeta Terra. Podia explicar aqui o que &eacute; um planeta mas quero manter o texto compreens&iacute;vel para a maioria.<br /><br />Como voc&ecirc;, seu animal, h&aacute; cerca de 9 milh&otilde;es de esp&eacute;cies de animais no mundo. E n&atilde;o me estou a referir ao seu c&atilde;o, ao c&atilde;o da vizinha ou a todos os outros c&atilde;es, esses s&atilde;o todos uma &uacute;nica esp&eacute;cie. Para al&eacute;m dos animais, h&aacute; que considerar ainda 400 milh&otilde;es de esp&eacute;cies de plantas. E n&atilde;o me estou a referir &agrave;s diferentes folhas de couve do caldo verde. E ainda todo o reino mineral. Isso &eacute; a natureza, seu animal.<br /><br /><strong>E onde pode encontrar a natureza?</strong><br /><br />Bem, essa &eacute; a parte f&aacute;cil. A natureza est&aacute; em todo o lado, come&ccedil;ando nos <a href="https://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Human_Hands_and_Fingernails" target="_blank">milh&otilde;es de bact&eacute;rias que crescem nas suas unhas</a> e que s&atilde;o respons&aacute;veis por uma parte das suas pr&oacute;prias doen&ccedil;as. Por isso, da pr&oacute;xima vez que se preocupar com as suas unhas de gel, lembre-se de lavar as m&atilde;os com frequ&ecirc;ncia e deixar de ser uma fonte de contamina&ccedil;&atilde;o ambulante para si e para quem o rodeia.<br /><br /><strong>Como deve observar a natureza?</strong><br /><br />Bem, n&atilde;o basta abrir os olhos. Esta parte &eacute; muito importante: &eacute; mesmo necess&aacute;rio usar os miolos. Os miolos s&atilde;o umas cenas que o people tem dentro da mona e que s&atilde;o mega fixes. Tal como a natureza, os miolos n&atilde;o s&atilde;o facilmente vis&iacute;veis, mas h&aacute; imensa gente que acredita na sua exist&ecirc;ncia. Usando os miolos, o mundo &eacute; muito mais interessante. O <a href="http://www.priberam.pt/dlpo/guna" target="_blank">guna </a>de bon&eacute; virado nem sonha qual &eacute; a sua insignific&acirc;ncia neste mundo e como <a href="http://understanddolphins.tripod.com/dolphinbrainandintelligence.html" target="_blank">um golfinho tem efetivamente mais intelig&ecirc;ncia</a> que ele (n&atilde;o &eacute; uma met&aacute;fora). Mas volto j&aacute; a este tema.<br /><br /><strong>E ent&atilde;o isso quer dizer que N&Atilde;O DEVE IR aos Passadi&ccedil;os do Paiva?</strong><br /><br />Sim, N&Atilde;O DEVE IR aos Passadi&ccedil;os do Paiva. Os Passadi&ccedil;os do Paiva s&atilde;o uma cena em madeira que nem verniz tem, mega chunga, muito pior que o piso do Shopping. Gastaram milh&otilde;es em madeira e cenas e nem um &uacute;nico ar condicionado. Dah-ah! S&atilde;o estreitos, mal d&aacute; para passar duas pessoas lado a lado sem se ro&ccedil;arem. S&atilde;o demasiado longos e durante quil&oacute;metros n&atilde;o h&aacute; onde o people se sentar e muito menos beber uma geladinha. N&atilde;o se ouve nada! V&ecirc;-se os peixes no rio mas s&atilde;o pequenos que as ta&iacute;nhas da ribeira! S&oacute; os outros gunas e s&oacute; se estiverem pr&oacute;ximos! H&aacute; bichos e terra e as Nikes ficam todas f&hellip; N&atilde;o se pode fumar, n&atilde;o se pode sair do passadi&ccedil;o, n&atilde;o h&aacute; onde cagar!<br /><br /><strong>Mas ent&atilde;o, n&atilde;o vou voltar?</strong><br /><br />Mas claro que sim, VOU VOLTAR aos Passadi&ccedil;os do Paiva. Estou a pensar voltar logo que eles sejam reabertos ao p&uacute;blico. Ainda n&atilde;o est&atilde;o encerrados, mas tenho esperan&ccedil;a que a C&acirc;mara Municipal os encerre muito em breve, pelo menos em 6km do total de 8 km de extens&atilde;o, deixando apenas 500 metros abertos em cada entrada. Isso deve manter afastados os gunas e as suas mascotes de tetas espremidas e peidas empinadas. Os mesmos que acham mal n&atilde;o se poder fumar no percurso e o fazem &agrave;s escondidas, e no final lan&ccedil;am o ma&ccedil;o vazio no ch&atilde;o. Com sorte, apagam a beata entre as n&aacute;degas e n&atilde;o provocam um inc&ecirc;ndio. E os pretensos atletas com peso excessivo e camisolas fluorescentes tipo &ldquo;eu estou aqui, reparem em mim&rdquo;. E os pan&ccedil;udos e as suas lancheiras de piquenique que alimentavam uma alcateia. Que levam o que lhes apetece, a que depois chamam lixo, e acham mal n&atilde;o haver caixotes. E essa esp&eacute;cie de surdo-cr&oacute;nico que ouve m&uacute;sica (ou algo semelhante) como se tivesse esquecido as pilhas do aparelho, que n&atilde;o percebe que &eacute; poss&iacute;vel que algu&eacute;m n&atilde;o queira ouvir o mesmo ru&iacute;do que eles. E os banhistas (ah os banhistas!), tipo que est&aacute; muito calor e o melhor que h&aacute; &eacute; fazer bombas no Rio Paiva, o mesmo rio que alimenta esp&eacute;cies amea&ccedil;adas (o que &eacute; isso?). E os donos de c&atilde;es que acham que devem ser tratados como pessoas e, j&aacute; agora, t&atilde;o imbecis como os pr&oacute;prios donos que os levam a tomar banho no rio. Entre muitos outros animais, aqui, claramente fora do seu habitat. Tal como o eucalipto, s&atilde;o esp&eacute;cies invasoras que se caracterizam por impedir o desenvolvimento (e mesmo extinguir) as esp&eacute;cies aut&oacute;ctones.<br /><br />Voltarei aos Passadi&ccedil;os do Paiva. Serei um invasor cuidadoso. Para poder parar minutos a ouvir o sil&ecirc;ncio do Paiva interrompido por um chilrear que me esfor&ccedil;o por identificar. Ou o ru&iacute;do dos seus r&aacute;pidos entre os xistos e os granitos que nunca se repetem. Ou a perfei&ccedil;&atilde;o das marmitas de gigante que &eacute; imposs&iacute;vel serem naturais. Ou o colapso robusto das falhas geol&oacute;gicas. Ou o bater das asas de uma borboleta do tamanho de um pardal. Ou a perfei&ccedil;&atilde;o microsc&oacute;pica de um casulo de vespa. Ou a eleg&acirc;ncia de um voo de &aacute;guia. E tudo aquilo que se pode admirar mesmo quando n&atilde;o se percebe na totalidade.<br /><br />Se l&aacute; forem, por favor, cuidem das esp&eacute;cies nativas e protejam-nas dos invasores. E pe&ccedil;am que&nbsp; publiquem as suas fotos com o hashtag #passadicosdopaiva para ser mais f&aacute;cil pesquisarmos e partilharmos com as <a href="http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/conselh" target="_blank">autoridades</a>.<br /><br /><strong>Notas finais</strong><br /><br />Sem ironia, o projeto &eacute; fant&aacute;stico. Tivesse sido eu o seu autor, gastava mais dinheiro p&uacute;blico a vedar as mesmas entradas constru&iacute;das, de forma a que todos percebam que h&aacute; uma diferen&ccedil;a entre uma &aacute;rea natural protegida e o cal&ccedil;ad&atilde;o da novela. Eventualmente, cobrando entradas: o bolso parece ser um bom regulador da intelig&ecirc;ncia. E construindo um ou dois parques de estacionamento (os autom&oacute;veis s&atilde;o inevit&aacute;veis). Mas n&atilde;o deixa de ser fant&aacute;stico. Irrespons&aacute;vel, incompetente, mas fant&aacute;stico. Acredito que a C&acirc;mara Municipal j&aacute; tenha ultrapassado o choque mas tenho d&uacute;vidas sobre ter ultrapassado a fase de nega&ccedil;&atilde;o&hellip;<br /><br />Todas as imagens s&atilde;o verdadeiras. N&atilde;o exerci qualquer liberdade po&eacute;tica na escrita. Esta foi mesmo a triste realidade. N&atilde;o acho que um idiota que acha que o Color Run pode ser realizado no interior da Casa da M&uacute;sica perceba o que escrevi, mas conto com a vossa ajuda com partilhas e coment&aacute;rios.<br /><br /></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>  <div><div style="height:20px;overflow:hidden"></div> <div id='552742355775147314-slideshow'></div> <div style="height:20px;overflow:hidden"></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O paciente, a enfermeira, o médico e a filha do farmacêutico.]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/o-paciente-a-enfermeira-o-medico-e-a-filha-do-farmaceutico]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/o-paciente-a-enfermeira-o-medico-e-a-filha-do-farmaceutico#comments]]></comments><pubDate>Mon, 05 Jan 2015 11:00:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[tecnologia]]></category><category><![CDATA[web]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/o-paciente-a-enfermeira-o-medico-e-a-filha-do-farmaceutico</guid><description><![CDATA[ A enfermeira interroga-se se o paciente entende que tem um problema. A conversa come&ccedil;a com algumas perguntas gen&eacute;ricas e o primeiro diagn&oacute;stico toma forma: o problema existe mas parece n&atilde;o ser grave.  Cen&aacute;rio 1. O m&eacute;dico chega e recebe toda a informa&ccedil;&atilde;o recolhida pela enfermeira. Depois de mais algumas perguntas, sugere uma an&aacute;lise complementar de diagn&oacute;stico que &eacute; executada nas horas seguintes. O diagn&oacute;stico &e [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;z-index:10;width:485px;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/5392742.png?467" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">A enfermeira interroga-se se o paciente entende que tem um problema. A conversa come&ccedil;a com algumas perguntas gen&eacute;ricas e o primeiro diagn&oacute;stico toma forma: o problema existe mas parece n&atilde;o ser grave.<br /><span></span><br /><span></span>  Cen&aacute;rio 1. O m&eacute;dico chega e recebe toda a informa&ccedil;&atilde;o recolhida pela enfermeira. Depois de mais algumas perguntas, sugere uma an&aacute;lise complementar de diagn&oacute;stico que &eacute; executada nas horas seguintes. O diagn&oacute;stico &eacute; agora claro. O m&eacute;dico explica ao paciente o problema e a solu&ccedil;&atilde;o a adoptar. A enfermeira regressa da farm&aacute;cia e o tratamento adequado &eacute; iniciado de imediato. O paciente regressa &agrave; sua vida normal, com cuidados acrescidos que o obrigam a determinados comportamentos diferentes do habitual. A hist&oacute;ria n&atilde;o &eacute; emocionante. O paciente sobrevive. Os canais de televis&atilde;o perdem audi&ecirc;ncia.<br /><span></span><br /><span></span>  Cen&aacute;rio alternativo. O paciente est&aacute; confiante porque o filho de um amigo fez um curso de primeiros socorros e aprendeu a dar injec&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, a enfermeira come&ccedil;a a agradar-lhe, em mais que um sentido. Provavelmente n&atilde;o &eacute; nada, pelo que falar dos sintomas s&oacute; vai atrair os problemas. A visita do m&eacute;dico nunca chegou a acontecer mas um canal de televis&atilde;o faz uma nova entrevista para explorar a rela&ccedil;&atilde;o com a enfermeira, que o paciente descobre ser filha do farmac&ecirc;utico. A hist&oacute;ria come&ccedil;a a entusiasmar. O paciente est&aacute; feliz. Um canal de televis&atilde;o duplica as audi&ecirc;ncias.<br /><span></span><br /><span></span>  Esta hist&oacute;ria repete-se em diversas &aacute;reas, com personagens diferentes. A gravidade e as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o vari&aacute;veis, mas o resultado no m&eacute;dio prazo &eacute; sempre o mesmo: o cen&aacute;rio alternativo, mais tarde ou mais cedo, revela-se um desastre.<br /><span></span><br /><span></span>  Na minha &aacute;rea o cen&aacute;rio alternativo tem sido respons&aacute;vel por anos (uma d&eacute;cada?) de desperd&iacute;cio, com as empresas a gastar dinheiro na Web sem conseguirem resultados evidentes. O mercado est&aacute; saturado de curiosos que prop&otilde;em solu&ccedil;&otilde;es com boa apar&ecirc;ncia e sem nenhuma garantia de resultados. Muitas empresas d&atilde;o pouco valor &agrave; compet&ecirc;ncia e engravidam com frases feitas. Os escassos exemplos de sucesso s&atilde;o ignorados e o folclore continua. Mas suspeito que chegou a hora de m&eacute;dicos, enfermeiros e farmac&ecirc;uticos conseguirem mostrar que o seu trabalho, a longo prazo, &eacute; o &uacute;nico que alguma vez produziu resultados sustent&aacute;veis.<br /><span></span><br /><span></span>  Fa&ccedil;am perguntas. Sejam saud&aacute;veis.<br /><span></span><br /><span></span></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Deus existe]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/deus-existe]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/deus-existe#comments]]></comments><pubDate>Sat, 12 Oct 2013 10:46:16 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/deus-existe</guid><description><![CDATA[ [publicado originalmente em 1 de Outubro de 2008]&nbsp;J&aacute; o disse seguramente centenas de vezes. J&aacute; o disse a todas as minhas turmas de alunos. J&aacute; o disse exaustivamente a colegas e amigos. Das mais diversas formas. E continuo a insistir. A Ci&ecirc;ncia &eacute; incapaz de nos deixar provar o que n&atilde;o existe. A Ignor&acirc;ncia &eacute; incapaz de nos deixar aceitar o que existe.De uma ou de outra forma, o que nos enriquece &eacute; dedicarmos o nosso tempo a descobr [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/1114931.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">[publicado originalmente em 1 de Outubro de 2008]&nbsp;<br />J&aacute; o disse seguramente centenas de vezes. J&aacute; o disse a todas as minhas turmas de alunos. J&aacute; o disse exaustivamente a colegas e amigos. Das mais diversas formas. E continuo a insistir. A Ci&ecirc;ncia &eacute; incapaz de nos deixar provar o que n&atilde;o existe. A Ignor&acirc;ncia &eacute; incapaz de nos deixar aceitar o que existe.<br />De uma ou de outra forma, o que nos enriquece &eacute; dedicarmos o nosso tempo a descobrir o que n&atilde;o sab&iacute;amos existir, procurando novas formas de conseguir os resultados, tentando fazer mais e melhor. O que nos permite enriquecer &eacute; n&atilde;o perder tempo a discutir com quem n&atilde;o quer aceitar o que j&aacute; se demonstrou existir, com quem n&atilde;o quer ver o que outros j&aacute; viram.<br />Por isso, &eacute; poss&iacute;vel que o mundo acabe, que os extra-terrestres existam, que o Euromilh&otilde;es saia a quem l&ecirc; este texto. Mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel prov&aacute;-lo. Mas como Deus (Cat&oacute;lico, Mu&ccedil;ulmano, Masculino, Feminino, Singular, Plural,...) &eacute; a explica&ccedil;&atilde;o para tudo o que desconhecemos, ent&atilde;o Deus &eacute; a &uacute;nica prova que a Ci&ecirc;ncia n&atilde;o tem que exibir.<br />N&atilde;o sei bem se isto &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o agn&oacute;stica ou uma demonstra&ccedil;&atilde;o religiosa, mas &eacute; seguramente Ci&ecirc;ncia. Deus existe!<br /></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Maverick, Capítulo Um, Eles]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/maverick-captulo-um-eles]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/maverick-captulo-um-eles#comments]]></comments><pubDate>Thu, 01 Aug 2013 09:29:17 GMT</pubDate><category><![CDATA[maverick]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/maverick-captulo-um-eles</guid><description><![CDATA[ [um cap&iacute;tulo para entusiasmar as leituras de f&eacute;rias]  Parte Um, Tempo  Estou aqui parado mais uma vez. N&atilde;o olho para os lados, posso cruzar os lasers com algu&eacute;m indesejado. H&aacute; qualquer coisa neste lugar que me atrai. Acho que porque n&atilde;o sei bem onde estou. Mas sei que n&atilde;o posso aqui ficar muito tempo. Ainda n&atilde;o me conhecem. Ainda. J&aacute; me localizaram duas vezes, mas nunca me apanharam. &Eacute; uma quest&atilde;o de tempo. E de sorte. [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/7882259.jpg?362" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; none;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">[um cap&iacute;tulo para entusiasmar as leituras de f&eacute;rias]<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Parte Um, Tempo<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Estou aqui parado mais uma vez. N&atilde;o olho para os lados, posso cruzar os lasers com algu&eacute;m indesejado. H&aacute; qualquer coisa neste lugar que me atrai. Acho que porque n&atilde;o sei bem onde estou. Mas sei que n&atilde;o posso aqui ficar muito tempo. Ainda n&atilde;o me conhecem. Ainda. J&aacute; me localizaram duas vezes, mas nunca me apanharam. &Eacute; uma quest&atilde;o de tempo. E de sorte. Isso s&oacute; me faz querer voltar mais depressa.<br><br><span style=""></span>  Parte Dois, Bolor<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Olhava-o de frente. Talvez um pouco de cima, afinal, alguns cent&iacute;metros fazem a diferen&ccedil;a. Os olhos dele fechavam-se durante segundos, incapazes de conter o nervosismo. At&eacute; ser capaz de balbuciar mais uma pergunta. Chegou mesmo a inclinar-se sobre a mesa, confiante que finalmente tinha uma arma na m&atilde;o. Nem lhe passava pela cabe&ccedil;a que eu poderia ter uma no bolso. Que eu realmente tinha uma no bolso.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Foi apenas um segundo. Talvez tenha pestanejado uma vez mais. N&atilde;o foi certamente o suor gorduroso que lhe escorria da testa e lhe dava aquele ar de pivot de canal de televis&atilde;o de bairro, onde nunca se ouviu falar de maquilhagem. Que assentava na perfei&ccedil;&atilde;o, tal como o fato completo em dia t&oacute;rrido. E o n&oacute; de forca ao pesco&ccedil;o, injurioso cil&iacute;cio que alguns aceitam por conta da falta de compet&ecirc;ncia. N&atilde;o foi certamente mais que uma d&eacute;cima de segundo. Desviei-me e disparei sem hesitar. Uma e outra vez. Segui com o olhar o sangue quente a pairar enquanto sentia o indicador a percutir sem&iacute;nimas sem hesita&ccedil;&atilde;o. Os meus t&iacute;mpanos explodiam com o eco na pequena e miser&aacute;vel sala.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  O sil&ecirc;ncio saturava o ambiente e tornava-o quase irrespir&aacute;vel. Foi apenas um momento em que o imaginei a atacar e lhe respondi. Estava preparado. Estava motivado. Nunca o tinha desejado, era uma sensa&ccedil;&atilde;o nova. A imagina&ccedil;&atilde;o entusiasma-se com a novidade. Estava na hora de terminar com o impasse. Sa&iacute; com a sensa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o me tomou por inimigo. Que &eacute; demasiado arrogante para se sentir fraco. Que est&aacute; obeso de trai&ccedil;&atilde;o e intriga e lerdo de ac&ccedil;&atilde;o e reac&ccedil;&atilde;o.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  O sol radiante do exterior empurrou-me o ar quente para os pulm&otilde;es. A desloca&ccedil;&atilde;o de ar provocada pelo passo apressado limpava rapidamente o cheiro a bolor. A m&iacute;ldio. Retirei a arma do bolso e travei-a de novo. Em pleno dia, uma arma na m&atilde;o, ainda que por momentos, parece um risco menor que o tempo que esteve destravada no bolso. &Agrave; minha volta tudo parece normal. Mas acho que isso &eacute; aceit&aacute;vel para quem decidiu engolir o comprimido vermelho. Nenhum coelho &agrave; vista. T&atilde;o s&eacute;culo XX.<br><span style=""></span><br>Parte Tr&ecirc;s, Imagem<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  A imagem no espelho parece normal. Mais um dia de trabalho. Gostava de perceber como h&aacute; pessoas que conseguem levantar-se para &ldquo;apenas mais um dia&rdquo;. Como &eacute; poss&iacute;vel? Em &ldquo;apenas mais um dia&rdquo; podemos morrer. Em &ldquo;apenas mais um dia&rdquo; podemos ficar milion&aacute;rios. Em &ldquo;apenas mais um dia&rdquo; podemos viver exactamente mais um dia! &ldquo;Mais um dia, mais uma viagem&rdquo; &ndash; com o som roufenho do megafone do carrossel.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  A imagem no espelho parece normal. Mas afinal &eacute; isso que interessa, que n&atilde;o desconfiem quem sou na realidade. Podia ser um milion&aacute;rio exc&ecirc;ntrico e an&oacute;nimo, com uma imagem normal. Podia ser um g&eacute;nio da Internet, com uma imagem normal. Podia ser um assassino, um pol&iacute;cia &agrave; paisana, um barbeiro, um m&eacute;dico, um mec&acirc;nico. Com uma imagem normal. Podia ser o que quisesse, com uma imagem normal. Com uma imagem normal, podia ser o que quisesse. Por tr&aacute;s desta imagem normal, posso ser o que quiser.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  A imagem no espelho parece normal. Eles ainda n&atilde;o sabem quem sou.<br><span style=""></span><br>Parte Quatro, Escurid&atilde;o<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Estamos ofuscados pela intelig&ecirc;ncia. Eles associam poder e conhecimento, confundindo simbiose com parasitismo. Apontam-nos os seus poderosos holofotes. Por vezes conscientemente, outras vezes j&aacute; sem o perceberem. E n&oacute;s perdemos a capacidade de fechar os olhos e pensar.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Preciso de sil&ecirc;ncio e escurid&atilde;o. Consigo sempre ouvir a minha voz. Depois regresso e consigo manter a energia fundamental.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Esta rua quase deserta simboliza o fim-de-semana. Semana. Fim-de-semana. Semana. Fim-de-semana. Chicote. Cenoura. Chicote. Cenoura. Mant&eacute;m os olhos bem fechados para os teres completamente abertos.<br><span style=""></span><br>Parte Cinco, Armas de indu&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Eles s&atilde;o insolentes. T&ecirc;m o h&aacute;bito de nos tratar como dependentes, contribuintes, utentes e outras formas de subservi&ecirc;ncia. E, mais grave ainda, pensam que t&ecirc;m esse direito. Pensam que o adquiriram com as armas de indu&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a. Com as leis que institu&iacute;ram para nos explorar em seu pr&oacute;prio benef&iacute;cio. Com a ilus&atilde;o que o nosso dever &eacute; o de contribuir para um sistema que dizem ser a nossa representa&ccedil;&atilde;o. Pois bem, ou&ccedil;am a minha resposta.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Quero diz&ecirc;-lo com toda a clareza. Com a certeza que n&atilde;o nasci menor ou maior. Que n&atilde;o vivo para ser pior ou melhor. Quero diz&ecirc;-lo de forma simples.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  N&atilde;o!<br><span style=""></span><br>Parte Seis, Confiss&atilde;o<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Imagino-me a ser apanhado e interrogado. Perguntam-me quantos matei at&eacute; hoje. Respondo &ldquo;nenhum&rdquo;. E &eacute; verdade. Em teoria.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Nasces em Spandau, fazes 16 anos, &eacute;s recrutado, &eacute;s um nazi. Nasces em Huambo, fazes 12 anos, &eacute;s recrutado, &eacute;s um guerrilheiro. Nasces em Cartum, fazes 8 anos, &eacute;s recrutado, &eacute;s um sapador. Nasces em Vila Nova de Foz C&ocirc;a, fazes 6 anos, &eacute;s recrutado,&hellip;<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Onde tu nasces pode decidir quem tu &eacute;s. Alinhar ou desertar? A diferen&ccedil;a &eacute; m&iacute;nima. Afinal, trata-se apenas de ser morto mais tarde ou mais cedo.<br><span style=""></span><br>Parte Sete, O mito dos her&oacute;is<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  N&atilde;o estava f&aacute;cil resistir. Escondi-me. Deixei-os passar, senti-os pr&oacute;ximo mas n&atilde;o me manifestei. Afinal, foi uma coisa que aprendi com eles. S&atilde;o dissimulados. Fuinhas. Fingem n&atilde;o perceber, resistem &agrave; adversidade, apenas para voltar com mais for&ccedil;a. N&atilde;o s&atilde;o fortes, mas s&atilde;o inteligentes. N&atilde;o s&atilde;o invenc&iacute;veis, mas conservam muito bem a energia.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Escondi-me. Apenas porque n&atilde;o era o momento certo para ser derrotado. O pre&ccedil;o dos her&oacute;is est&aacute; demasiado inflacionado. Talvez por isso o mercado dessa ra&ccedil;a esteja fraco. Pululam os ratos de sacristia, as doninhas da sec&ccedil;&atilde;o e as hienas da assembleia. Faltam os l&iacute;deres da raz&atilde;o, os comandantes com vis&atilde;o e os soldados com compet&ecirc;ncia. Quem criou o mito dos her&oacute;is? Quem os quer ver mortos. Um inimigo infiltrado.<br><span style=""></span><br><span style=""></span>  Escondi-me. Mas agora estou de volta. E eles continuam por a&iacute;. Mas eu estou mais forte.<br><span style=""></span><br><span style=""></span><br>[continua]</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Embustes]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/embustes]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/embustes#comments]]></comments><pubDate>Fri, 12 Jul 2013 16:45:15 GMT</pubDate><category><![CDATA[facebook]]></category><category><![CDATA[web]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/embustes</guid><description><![CDATA[ Este monte de dinheiro &eacute; provavelmente menor que as perdas das empresas portuguesas com embustes num s&oacute; dia. O caso n&atilde;o &eacute; para menos.A prop&oacute;sito de embustes, podia come&ccedil;ar com a quantidade anormal de pessoas a publicar no Facebook que n&atilde;o autoriza isto e aquilo: sosseguem, brinquem &agrave; vontade com o Facebook que n&atilde;o est&aacute; previsto vir a ser pago. Nem privado, j&aacute; agora, para que n&atilde;o haja d&uacute;vida.O trabalho est [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/3122933.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">Este monte de dinheiro &eacute; provavelmente menor que as perdas das empresas portuguesas com embustes num s&oacute; dia. O caso n&atilde;o &eacute; para menos.<br />A prop&oacute;sito de embustes, podia come&ccedil;ar com a quantidade anormal de pessoas a publicar no Facebook que n&atilde;o autoriza isto e aquilo: sosseguem, brinquem &agrave; vontade com o Facebook que n&atilde;o est&aacute; previsto vir a ser pago. Nem privado, j&aacute; agora, para que n&atilde;o haja d&uacute;vida.<br />O trabalho esta semana levou-me para alguns temas diversos. E como gostaria eu de escrever j&aacute; sobre alguns, mas vai ter que ficar para depois. Por hoje fico-me pelas empresas e pelos embustes que as perseguem. Caso ainda tenham d&uacute;vidas que precisam de um especialista para analisar e aconselhar sobre a vossa presen&ccedil;a na Web.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>  <span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/6010212.jpg?166" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">Esta &eacute; uma carta que provavelmente muitas empresas tamb&eacute;m receberam. Eu recebo a&iacute; uma meia d&uacute;zia por ano. Nem sempre provenientes da mesma fonte. No caso destes senhores, prop&otilde;em-se receber mil cento e vinte euros para fornecer uma "inser&ccedil;&atilde;o completa com logo, imagens e enlace &agrave; vossa p&aacute;gina, mais a inser&ccedil;&atilde;o em CD-ROM e o envio de um exemplar do mesmo". Fant&aacute;stico! E h&aacute; quem pague? Claro que sim. Muitas pessoas que n&atilde;o percebem que se trata de algo mais que apenas da actualiza&ccedil;&atilde;o de dados da empresa no "Registo empresarial de Portugal", pois as letras pequeninas &eacute; que explicam o neg&oacute;cio. Boa ideia da empresa espanhola em quest&atilde;o. De legalidade question&aacute;vel e &eacute;tica conden&aacute;vel.<br /><br /></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>  <span class='imgPusher' style='float:right;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:right;;clear:right;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/7855301.png?189" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">Este e-mail n&atilde;o &eacute; t&atilde;o comum, mas tamb&eacute;m anda por a&iacute;. Costumam ser mais os africanos ou &aacute;rabes que precisam muito de nos transferir uns milh&otilde;es de d&oacute;lares como compensa&ccedil;&atilde;o s&oacute; por poderem tirar o dinheiro do pa&iacute;s. Mas tamb&eacute;m andam a&iacute; os que nos mandam este aviso importante (traduzido &agrave; letra): "Como cortesia para os detentores de dom&iacute;nios, estamos a enviar esta notifica&ccedil;&atilde;o para registar o dom&iacute;nio da sua empresa nos motores de pesquisa. Se n&atilde;o o fizer at&eacute; &agrave; data indicada poder&aacute; resultar no cancelamento desta oferta tornando dif&iacute;cil aos seus clientes localizarem-no na Web".<br />Fant&aacute;stico! Por apenas $75 por ano. Melhor ainda, $295 por 10 anos! Inacredit&aacute;vel, somente $499 para toda a vida! Para toda a vida? Mesmo?</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>  <div class="paragraph" style="text-align:left;">Queria terminar com uma imagem de outro embuste. Diz que andam a&iacute; uns sites interessantes, com umas imagens naturais (ou ser&aacute; ao natural), umas de figuras conhecidas, outras de figuras que se est&atilde;o a conhecer em profundo detalhe. E diz que alguns desses sites se propagam bem pelos e-mails dos mais distra&iacute;dos e que quando os visitam... j&aacute; est&aacute;! Aparece uma imagem a todo o &eacute;cran com algo tipo "Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, o seu computador foi detectado e isto &eacute; uma contra ordena&ccedil;&atilde;o por estar a ver pornografia na Internet". E como &eacute; mesmo o que est&atilde;o a fazer, n&atilde;o &eacute; que h&aacute; quem v&aacute; a correr pagar a quantia que lhe permite evitar males maiores? Ver&iacute;dico! Sei onde aconteceu! Infelizmente, <a href="http://ainanas.com/must-see/virus-psp-bloqueio-psp-remover/" target="_blank" title="">n&atilde;o tenho imagem desse &eacute;cran, mas h&aacute; quem tenha</a>.</div>  <div class="paragraph" style="text-align:left;">Concluindo, fa&ccedil;am-me um favor e antes de pagarem a espanh&oacute;is, americanos ou russos que vos andam a perseguir, paguem a um portugu&ecirc;s que vos proteja. E j&aacute; agora, sejam felizes e parem de distribuir fotos de crian&ccedil;as e animais pretensamente desaparecidos ou abandonados: n&atilde;o se trata s&oacute; de um embuste mas tamb&eacute;m da desvaloriza&ccedil;&atilde;o do problema real.</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tempo]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/tempo]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/tempo#comments]]></comments><pubDate>Tue, 02 Jul 2013 01:16:03 GMT</pubDate><category><![CDATA[empreendedorismo]]></category><category><![CDATA[gest&atilde;o]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/tempo</guid><description><![CDATA[ O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.O tempo &eacute; (mesmo) o que tu fazes com ele.Mas por muitos livros que foram e ser&atilde;o escritos sobre o tema, o tempo de cada um continua a ser largamente invadido pelo tempo dos outros.Tenho alguma certeza que:- se aceitar todas as solicita&ccedil;&otilde;es, acabarei a fazer absolutamente nada do que necessito- se tudo forem urg&ecirc;ncias, ent&atilde;o [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/2930062.jpg?354" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.<br /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JoP4Ul-A9H8" target="_blank" title="">O tempo &eacute; (mesmo) o que tu fazes com ele</a>.<br />Mas por muitos livros que foram e ser&atilde;o escritos sobre o tema, o tempo de cada um continua a ser largamente invadido pelo tempo dos outros.<br />Tenho alguma certeza que:<br />- se aceitar todas as solicita&ccedil;&otilde;es, acabarei a fazer absolutamente nada do que necessito<br />- se tudo forem urg&ecirc;ncias, ent&atilde;o alguma coisa vai falhar, pelo que &eacute; o mesmo que nada ser urgente e &eacute; necess&aacute;rio trabalhar no que &eacute; mais importante<br />- se me relacionar com pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m que fazer ao seu tempo, acabarei por deix&aacute;-las acabar com o meu<br />- n&atilde;o existe gest&atilde;o do tempo, existe o que tu fazes com ele<br />Entre outras certezas menos refor&ccedil;adas.<br />E assim se passou um m&ecirc;s em que praticamente ofereci o meu tempo ao destino. Que desperd&iacute;cio. E no entanto, pensando em tudo o que consegui fazer em apenas um m&ecirc;s, n&atilde;o h&aacute; lugar para frustra&ccedil;&atilde;o, apenas para uma maior vontade de fazer o que &eacute; necess&aacute;rio.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parabéns...]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/parabns]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/parabns#comments]]></comments><pubDate>Wed, 29 May 2013 08:41:35 GMT</pubDate><category><![CDATA[web]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/parabns</guid><description><![CDATA[ Hoje &eacute; o dia do meu anivers&aacute;rio. E tamb&eacute;m dia de o Google me lembrar que conquistar clientes &eacute; um trabalho &aacute;rduo, tenaz, persistente e para o longo prazo. Um Doodle especial no dia do meu anivers&aacute;rio &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o de preocupa&ccedil;&atilde;o comigo que resulta da orienta&ccedil;&atilde;o para os bili&otilde;es de utilizadores da empresa. &Eacute; uma pequena coisa, uma das milhares que fazem do Google um grande produto.Na pr&o [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/7290409.png" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; none;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">Hoje &eacute; o dia do meu anivers&aacute;rio. E tamb&eacute;m dia de o <a href="http://www.google.com" target="_blank">Google </a>me lembrar que conquistar clientes &eacute; um trabalho &aacute;rduo, tenaz, persistente e para o longo prazo. Um <a href="http://www.google.com/doodles/finder" target="_blank">Doodle </a>especial no dia do meu anivers&aacute;rio &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o de preocupa&ccedil;&atilde;o comigo que resulta da orienta&ccedil;&atilde;o para os bili&otilde;es de utilizadores da empresa. &Eacute; uma pequena coisa, uma das milhares que fazem do Google um grande produto.<br />Na pr&oacute;xima vers&atilde;o, a imagem poderia ser substitu&iacute;da por uma anima&ccedil;&atilde;o onde o meu nome apareceria dinamicamente. De prefer&ecirc;ncia, partilh&aacute;vel com os amigos.</div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Malta]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/a-malta]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/a-malta#comments]]></comments><pubDate>Sat, 25 May 2013 14:51:39 GMT</pubDate><category><![CDATA[sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/a-malta</guid><description><![CDATA[ [publicado originalmente em 21 de Junho de 2008]A Malta acha bem. A Malta acha mal. A Malta gosta. A Malta odeia.&Eacute; como cantam os Kaiser Chiefs: "somos a malta irritada, lemos os jornais todos os dias, gostamos de quem gosta e odiamos quem odiamos, mas tamb&eacute;m somos facilmente influenci&aacute;veis" (porque &eacute; que soa sempre melhor em ingl&ecirc;s?).Raios partam a Malta. Raios partam a carneirada, os rebanhos de in&uacute;teis. Pensem com a vossa cabe&ccedil;a, tenham opini&a [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/2535813.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">[publicado originalmente em 21 de Junho de 2008]<br />A Malta acha bem. A Malta acha mal. A Malta gosta. A Malta odeia.<br />&Eacute; como cantam os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7Z5kEqRFPwo" target="_blank" title="">Kaiser Chiefs</a>: "somos a malta irritada, lemos os jornais todos os dias, gostamos de quem gosta e odiamos quem odiamos, mas tamb&eacute;m somos facilmente influenci&aacute;veis" (porque &eacute; que soa sempre melhor em ingl&ecirc;s?).<br />Raios partam a Malta. Raios partam a carneirada, os rebanhos de in&uacute;teis. Pensem com a vossa cabe&ccedil;a, tenham opini&atilde;o, discutam (discutir=falar+ouvir). E n&atilde;o se odeiem por isso. E, acima de tudo, n&atilde;o repitam as asneiras que ouvem.<br />Um c&eacute;rebro &eacute; mesmo uma coisa espectacular: toda a gente devia ter um.<br />P.S: o golo do Ballack &eacute; um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FcuE89ZVeuw" target="_blank" title="">esc&acirc;ndalo</a>.<br /><span style=""></span></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Minuto de dúvida: desenvolvimento económico e desenvolvimento social são temas distintos?]]></title><link><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/minuto-de-dvida-desenvolvimento-econmico-e-desenvolvimento-social-so-temas-distintos]]></link><comments><![CDATA[http://www.reinaldoferreira.com/blog/minuto-de-dvida-desenvolvimento-econmico-e-desenvolvimento-social-so-temas-distintos#comments]]></comments><pubDate>Tue, 14 May 2013 21:17:22 GMT</pubDate><category><![CDATA[minuto de d&uacute;vida]]></category><category><![CDATA[pol&iacute;tica]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.reinaldoferreira.com/blog/minuto-de-dvida-desenvolvimento-econmico-e-desenvolvimento-social-so-temas-distintos</guid><description><![CDATA[ [escrito originalmente em 27 de Abril de 2013]Os (ainda) poucos minutos dedicados &agrave;s not&iacute;cias dos canais generalistas deixam-me permanentemente na d&uacute;vida. Eu sei que &ldquo;not&iacute;cias dos canais generalistas e da comunica&ccedil;&atilde;o social em geral&rdquo; se transformou em sin&oacute;nimo de &ldquo;sistema de amplifica&ccedil;&atilde;o de interesses pol&iacute;ticos e institucionais, suportado na auto sobreviv&ecirc;ncia, promo&ccedil;&atilde;o poluta e vis&atild [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='z-index:10;position:relative;float:left;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a><img src="http://www.reinaldoferreira.com/uploads/2/0/1/1/20111207/9710781.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt=" Imagem " class="galleryImageBorder" /></a><span style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></span></span> <div class="paragraph" style="text-align:left;display:block;">[escrito originalmente em 27 de Abril de 2013]<br />Os (ainda) poucos minutos dedicados &agrave;s not&iacute;cias dos canais generalistas deixam-me permanentemente na d&uacute;vida. Eu sei que &ldquo;not&iacute;cias dos canais generalistas e da comunica&ccedil;&atilde;o social em geral&rdquo; se transformou em sin&oacute;nimo de &ldquo;sistema de amplifica&ccedil;&atilde;o de interesses pol&iacute;ticos e institucionais, suportado na auto sobreviv&ecirc;ncia, promo&ccedil;&atilde;o poluta e vis&atilde;o estreita&rdquo;. Mas mesmo assim deixo-me confundir com o cont&iacute;nuo desfile de palha&ccedil;os que se entusiasmam ruidosamente com as pr&oacute;prias palavras e, por segundos que sejam, chego a pensar que desenvolvimento econ&oacute;mico e desenvolvimento social podem ser temas distintos.<br />Num dia de trabalho como o de hoje, cruzei-me com um <a href="http://filipspagnoli.wordpress.com/stats-on-human-rights/statistics-on-gross-domestic-product-correlations/" target="_blank">trabalho interessante</a>. Pode at&eacute; sofrer dos mesmos erros de &ldquo;excel-&ecirc;ncia&rdquo; que <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/erro-no-excel-poe-em-causa-estudo-que-sustenta-austeridade_167273.html" target="_blank">outros estudos muito comentados recentemente</a>. Mas deixa suficiente mat&eacute;ria que pensar. O resultado &eacute; mais ou menos o seguinte (quem quiser ler o artigo na &iacute;ntegra, em ingl&ecirc;s, siga para o final deste texto).<br />O maior desenvolvimento econ&oacute;mico est&aacute; relacionado com:<br />- liberdade econ&oacute;mica (escolha independente, economia aberta, estado reduzido)<br />- justi&ccedil;a<br />- democracia<br />- esperan&ccedil;a de vida<br />- educa&ccedil;&atilde;o<br />- felicidade<br />- distribui&ccedil;&atilde;o equitativa do territ&oacute;rio<br />- contribui&ccedil;&atilde;o para a caridade<br />- individualismo<br />- igualdade na riqueza<br />- re-elei&ccedil;&atilde;o dos governantes<br />- popularidade da teoria evolucionista<br />- aumento da criminalidade contra a propriedade<br />- despesas com prendas de Natal<br />- sexo casual<br />- financiamento da actividade pol&iacute;tica<br />- financiamento do Estado atrav&eacute;s dos impostos<br />- urbaniza&ccedil;&atilde;o<br />- inova&ccedil;&atilde;o<br />- competitividade<br />- intelig&ecirc;ncia<br />- literacia<br />O menor desenvolvimento econ&oacute;mico est&aacute; relacionado com:<br />- corrup&ccedil;&atilde;o<br />- pobreza<br />- explora&ccedil;&atilde;o excessiva dos recursos naturais<br />- mortalidade infantil<br />- desemprego<br />- guerra civil<br />- fertilidade<br />- religi&atilde;o<br />- elevado emprego na agricultura<br />- toler&acirc;ncia ao risco<br />O desenvolvimento econ&oacute;mico n&atilde;o est&aacute; directamente relacionado com:<br />- ambiente (&eacute; prejudicado no n&iacute;vel b&aacute;sico e beneficiado no n&iacute;vel avan&ccedil;ado)<br />- crescimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial (s&atilde;o precisos mais dados e mais precis&atilde;o para tirar uma conclus&atilde;o)<br />- n&iacute;vel dos impostos (n&atilde;o h&aacute; estudos conclusivos, com tend&ecirc;ncias claras)<br />- igualdade perante a lei (parece-me estar directamente relacionados, mas a amostra n&atilde;o me convenceu)<br />- emiss&otilde;es de CO2 (h&aacute; v&aacute;rios casos, sendo que na maioria dos pa&iacute;ses &eacute; poss&iacute;vel fazer crescer mais a economia que as emiss&otilde;es)<br />- despesas militares (muita dispers&atilde;o, demasiadas vari&aacute;veis)<br />- despesas do Estado (muita dispers&atilde;o, precisava de perder umas horas a perceber o resultado de Portugal&hellip;)<br />- despesas sociais (muita dispers&atilde;o, nenhuma rela&ccedil;&atilde;o)<br />- sindicaliza&ccedil;&atilde;o (demasiada dispers&atilde;o)<br />- crescimento da bolsa (evolu&ccedil;&atilde;o aparentemente paralela)<br />- sal&aacute;rios dos pol&iacute;ticos (nenhuma rela&ccedil;&atilde;o aparente)<br />Talvez esteja na hora de renovar os livros da mesinha de cabeceira, n&atilde;o necessariamente lidos por quem os cita, incluindo A B&iacute;blia e O Capital.<br />Mais vale um texto s&eacute;rio com conte&uacute;do fresco que mil palha&ccedil;os com anedotas ressessas.<br />N&atilde;o tenho a certeza de conseguir parar por aqui&hellip;<br /><span style=""></span></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item></channel></rss>